Arquivo de Abril, 2008

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Isto é Portugal

Abril 27, 2008

Sucedem-se cada vez mais rapidamente os episódios na vida de Portugal que mostram a imbecilidade de algumas pessoas neste país.

Agora, a Junta de Freguesia da Ericeira foi multada pela Direcção Geral dos Anormais em 7.000 euros por usarem combustíveis biológicos – reciclados – no seu transporte de lixo. Veja-se a notícia deveras estonteante aqui.

E vem Al Gore a Portugal e é só elogios e os políticos entram na onda da protecção do ambiente, e depois mostram bem a sua raça com decisões destas.

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Um País de Demasiadas Liberdades

Abril 25, 2008

25 de Abril…..

E o que temos?

25 anos de prisão máxima

assassinos a sair à rua para ir passar o natal com família, aproveitando para matar outra vez

25 anos de prisão máxima

molestadores de crianças que abusam de dezenas

25 anos de prisão máxima

jovens adolescentes que propositadamente assassinam um transexual

8 meses de prisão domiciliária para o mais velho, nenhuma prisão para os outros

Portugal é um paraíso para os criminosos. A justiça demora anos a fazer o que seja.

25 anos de prisão máxima.

Sim, sr presidente….

Viva a PORRA do 25 de Abril

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Alf

Abril 19, 2008

A falar no Messenger com um amigo do Brasil, e o Alf veio à baila. A voz do “ETeimoso” (como dizem por lá) em português do Brasil é excelente. No entanto, continuo muito anti-dobragens.

Lembram-se dele?

Fiquei saudoso dos tempos de uma televisão mais simples, mais divertida, menos violenta, e sem reality shows..

Alf ao telefone

 

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Macbook Air

Abril 18, 2008

Tentei comprar um Macbook Preto mas a Fnac Online fez asneira da grossa, e cancelei a encomenda. Portanto, decidi-me pelo Macbook Air.

Meu Deus…. é lindo demais.

Vou passar o fim-de-semana a conhecer melhor o meu novo portátil.

Macbook Air

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Este País Não É Para Gisbertas

Abril 15, 2008

Pois que o caso Gisberta, o transexual barbaramente assassinado no Porto, se conclui, pelo menos a nível legal: o mais velho condenado a 8 meses de prisão, que pode fazer “em casa”. Notícia aqui.

Uau. Não tenho palavras. Uma dúzia de assassinos a entrar na vida adulta, que já levam um homicídio no curriculum.

Esta país é demasiado brando, um paraíso para criminosos. Meu Deus, que até evasão fiscal dá direito a maior pena que um homicídio! Sempre incapaz de se libertar do estigma do 25 de Abril, o que já enjoa, este país mesquinho, estupidinho, entre outros inhos, já diria o poeta, congratula-se com os seus 25 anos de pena máxima, independentemente da violência do crime cometido. 25 anos.

Andamos a criar monstros e a cultivar desculpas para não actuar contra eles (são pobres, são desfavorecidos, são demasiado jovens, são isto, são aquilo, são mas é filhos da puta que mereciam ser tratados da mesma forma como tratam as suas vitimas).

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É isso aí, cara

Abril 14, 2008

Agora fala-se do acordo ortográfico. A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) denuncia a inutilidade do acordo (aqui), tendo em atenção os resultados de um estudo que encomendou. Parece que a maioria dos portugueses partilha da mesma opinião. Eu também: as línguas são orgãos vivos, que todos os anos evoluem e se adaptam, seja no âmbito geral de um país no seu todo (Portugal, Brasil, Angola, etc.), seja numa perspectiva mais regional (Açores, por exemplo). Há, claro, a diferença entre o que é falado e o que é escrito, mas mesmo assim, como colocar algemas em algo que, pela sua natureza, não tem outra opção senão crescer e mudar? Não faz sentido. E de acordo com a APEL, “não serve a Portugal”.

Estudo comparativo: dois excertos de duas edições em português do último Harry Potter.

Edição portuguesa:

“O barulho da porta da rua a bater ecoou escada acima e uma voz chamou-o: -Eh! Tu, rapaz
Dezasseis anos a ser cumprimentado daquela maneira não deixaram a Harry lugar para dúvidas sobre quem o tio estava a chamar; não obstante não lhe respondeu de imediato. Continuava de olhar fixo no pedaço de espelho, no qual, durante uma fracção de segundo, julgava ter visto um olho de Dumbledore. Foi só quando o tio vociferou: “RAPAZ!” que Harry se levantou devagar [...]
(Ed. Presença, Portugal)

Edição brasileira:

“O ruído da porta da frente batendo ecoou pela escada acima e uma voz gritou: – Ei, você!
Dezasseis anos ouvindo este chamado não permitiu a Harry duvidar que era a ele que o tio estava se dirigindo; ainda assim, não respondeu imediatamente. Continuou a contemplar o caco de espelho em que, por uma fração de segundo, pensava ter visto um olho de Dumbledore. Somente quando o tio berrou: “MOLEQUE!”, Harry se levantou vagarosamente [...]“
(Ed. Rocco, Brasil)

Resultados provisórios de um inquérito no Público Online:

Resultados provisórios

Pois que parece bastante óbvio que os engravatados do governo mais uma vez pensam, erradamente, que estão a representar o país.

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Este País Não É Para Velhos

Abril 11, 2008

Os irmãos Coen, duas cabeças que pensam da mesma forma e que, por isso, realizam juntos os seus filmes, deixam o material original de parte para desta vez adaptar ao cinema uma das obras consideradas ímpares de literatura americana contemporânea. Bem, a escolha não deve ter sido difícil: sendo realizadores que passam ao grande écran a América miúda, rural, e profunda, esta história vinha mesmo a jeito, até porque o próprio livro tem uma narrativa que se adequa bem a filme.

Excelente adaptação, com algumas liberdades inesperadas, outras se calhar menos bem conseguidas (a narração do Sheriff Moss, sobretudo o monólogo final, muito melhor em livro), o filme brilha tecnicamente; para além de uma realização impecável, com um olhar fotográfico como o de Ang Lee (Brokeback Mountain), tem uma cinematografia excelente, uma montagem contida e adequada, e tem representações fantásticas, todos os actores reencarnações vivas das personagens do livro, sobretudo Tommy Lee Jones, naquele que é o melhor papel da vida dele, e Javier Bardem, galã espanhol de Em Carne Viva (Almodóvar), Mar Adentro e Antes Que Anoiteça (Julian Schnappel), como o inédito vilão Anton Chigurh.

killer Javier!

Há quem não entenda o filme, e menos ainda os prémios que recebeu. Realmente, um filme que, à primeira vista, é sobre uma perseguição (a quatro: Josh Brolin foge de Javier Bardem, Tommy Lee Jones segue-os no encalço e à mistura alguns mexicanos), é no entanto sobre algo mais profundo: uma mudança no ar, um alvorar de uma era em que o mal surge sem justificação, em que a frieza e total desprendimento com o mundo deixa os mais velhos nostálgicos de tempos passados – afinal, não assim tão longe como isso – e desligados do presente que não esperavam, onde valores dão lugar a ar frio, e o país se prepara para uma geração que não tem nada a haver com as anteriores; um país que, por isso, não é para velhos.

Tal como o referido Brokeback Mountain, este filme é uma obra-prima no curriculum de cada um dos intervenientes. A ler, ver e rever.

Página do filme no imdb

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“loop” no Teatro Micaelense

Abril 10, 2008

“loop”, da inconfundível Paula Mota, até 10 de Maio na sala Lagoa das Sete Cidades, do Teatro Micaelense.

detalhe

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A Chama Que Era Eterna

Abril 7, 2008

A tocha / chama olimpica está a percorrer a Europa e a causar grandes protestos pró-tibete, este fim-de-semana criando o caos em Londres (Guardian) e hoje finalmente apagada por um protestante em Paris (Público).

Directamente deste último, uma descrição do aparatoso esquema de segurança à volta deste simbolo: “Para evitar incidentes, as autoridades tinham mobilizado um dispositivo de segurança impressionante, com cerca de 3000 agentes e uma “cápsula de segurança” de 200 metros em redor da tocha e das 80 pessoas que a levariam pela cidade, durante os 28 quilómetros do percurso, desde a Torre Eiffel até ao estádio Charlety.

A assinalar a importância desta situação, o próprio Libération acompanha o percurso pelo minuto no seu website.

Este símbolo de unidade humana ganha nova / diferente força com o conflito entre Tibete e China, país ocupador. Alguns nomes sonantes já decidiram não participar na cerimónia de abertura (Spielberg are consultor, e retirou-se). Outros ainda evocam o patrocínio chinês às forças militares do governo autoritário de Khartum (Sudão) e, portanto, da crise humana e do genocídio (mais uma vez, nas mãos dos islâmicos) no Darfur.

Os Jogos Olímpicos sempre foram esses momentos fantásticos de união pelo desporto, ocorrendo sobre as graças de uma paz combinada e respeitada. Estes que se avizinham já em poucos meses, têm o potencial para serem muito diferentes. A China há muito que quer fazer dos seus Jogos a sua afirmação internacional; por este caminho, não se vislumbram sinais de paz para os lados de Pequim quando chegar o Verão.

As imagens nos links mostram o ambiente que acompanha a caminhada europeia da tocha até Pequim.

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Porta da Rua, Serventia da Casa

Abril 6, 2008

Pois o que os seguintes portugueses deixaram ficar aqui mostra bem que ignoram isto ser um blog pessoal, e que aqui se tecem considerações pessoais, e se não agradam, têm mais várias centenas de milhares de blogs por aí para irem visitar e comentar…

O Heston era um defensor de armas livres e tornou-se uma nódoa na humanidade quando já não tinha papéis a fazer. Morreu. Adeus!

O Fitna mostra de uma forma bem explícita coisas ditas e feitas realmente. Não são actores a representar. Sou anti-fundamentalismo religioso e se não gostam, podem todos mudar-se para a Arábia Saudita, onde por certo as vossas opiniões serão melhor apreciadas (à pedrada)

Também sou a favor do casamento homossexual, também sou a favor da liberalização do aborto. Se não partilham destas considerações pessoais, então

porta da rua, serventia da casa!

beijos a todos, na boca, com muita língua

Fidalgo Dacosta
fd@yahoo.com | 84.91.240.174
Há gajos broncos, que só falam de cor, não fazem um mínimo esforço por perceber as intenções das pessoas de pensamentos contrários aos seeus e que só conseguem vomitar merda que íntelectuais escreveram mas que não conseguiram na realidade perceber.

Filipe
fialves@portugalmail.pt | 89.214.119.192
Este blog é mesmo reles. Desejar que quem não pensa como nós morra com uma bala no meio dos olhos é próprio de mentecaptos. Você não chega aos calcanhares de Charlton Heston, um homem que acreditava na liberdade.

Mary
animia_eriz@yahoo.com | 85.178.202.155
Misturas alhos com bugalhos…dá-te ao trabalho de te informar um bocado antes de embarcares em generalizações deste tipo