A tocha / chama olimpica está a percorrer a Europa e a causar grandes protestos pró-tibete, este fim-de-semana criando o caos em Londres (Guardian) e hoje finalmente apagada por um protestante em Paris (Público).
Directamente deste último, uma descrição do aparatoso esquema de segurança à volta deste simbolo: “Para evitar incidentes, as autoridades tinham mobilizado um dispositivo de segurança impressionante, com cerca de 3000 agentes e uma “cápsula de segurança” de 200 metros em redor da tocha e das 80 pessoas que a levariam pela cidade, durante os 28 quilómetros do percurso, desde a Torre Eiffel até ao estádio Charlety. “
A assinalar a importância desta situação, o próprio Libération acompanha o percurso pelo minuto no seu website.
Este símbolo de unidade humana ganha nova / diferente força com o conflito entre Tibete e China, país ocupador. Alguns nomes sonantes já decidiram não participar na cerimónia de abertura (Spielberg are consultor, e retirou-se). Outros ainda evocam o patrocínio chinês às forças militares do governo autoritário de Khartum (Sudão) e, portanto, da crise humana e do genocídio (mais uma vez, nas mãos dos islâmicos) no Darfur.
Os Jogos Olímpicos sempre foram esses momentos fantásticos de união pelo desporto, ocorrendo sobre as graças de uma paz combinada e respeitada. Estes que se avizinham já em poucos meses, têm o potencial para serem muito diferentes. A China há muito que quer fazer dos seus Jogos a sua afirmação internacional; por este caminho, não se vislumbram sinais de paz para os lados de Pequim quando chegar o Verão.
As imagens nos links mostram o ambiente que acompanha a caminhada europeia da tocha até Pequim.



