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Os 5 Melhores Atletas de Pequim 2008

Agosto 24, 2008

Chegaram ao fim os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 com uma festiva cerimónia de encerramento, e a promessa de Londres em 2012 aliar cultura, juventude e, espera-se, pelo menos o mesmo nível de alta competição, animação, organização e desportivismo que se viveu neste extraordinário mês de Agosto para o desporto mundial.

Vamos ao primeiro dos vários rescaldos dos Jogos de 2008.

1. Michael Phelps (E.U.A.) – 8 medalhas de ouro, 7 recordes mundiais, 1 recorde olímpico. A figura mais proeminente dos Jogos, e o verdadeiro herói de Pequim. Depois das provas, foi para o Algarve. Devia era ter vindo para os Açores, onde ninguém o chateava. Podia ficar cá em casa, nem tinha de pagar. Site do Mr. Phelps aqui.

2. Elena Isinbaeva (Rússia) – Ouro e Recorde de Mundo no Salto Com Vara, mesmo depois de ter assegurado a vitória. Bonita, afável, brincalhona, modesta e ao mesmo tempo irreverente, Isinbaeva assegurou o ouro e não ficou a festejar, quando ainda podia saltar mais. Arriscou, teve três tentativas, e à última, depois de 2 nulos, conseguiu os 5,06 metros. Ao cair no colchão, já vinha a gritar.

3. Matthew Mitcham (Austrália) – Ouro no Salto para a Água a 10 metros – com a melhor pontuação de sempre num único salto (mais de 112 pontos), o que equivale a várias notas máximas de 10, nas últimas três rondas da sua prova passou de 3º para 1º lugar, e eliminou as hipóteses dos chineses atingirem o pleno nas 8 provas de saltos para a água. Ah, e com 20 anos, tinha a mãe e o namorado Lachlan a assistir no público, cujas viagens foram pagas por dezenas de doações de instituições australianas. Mitcham, aos 20 anos, foi o único homossexual assumido a participar e ganhar em Pequim. Torne-se fã dele no Facebook.

4. Constantina Tomescu (Roménia) – com 38 anos, e um filho de 13 a assistir à prova, a romena destacou-se a meio da maratona a ver se acelerava o ritmo das suas concorrentes. Ninguém a acompanhou. Ao entrar no Ninho de Pássaro, vinha com uma distância que mantinha desde meio da prova. Um exemplo para quem acha que nunca é tarde para cumprir um sonho.

5. Ara Abrahamian (Suécia) – Ao recusar o bronze da sua prova, colocando-o no meio do tapete e indo embora, ganhou, em tribunal, o direito a instaurar um processo disciplinar contra a Federação Internacional de Luta, por erros formais. Estava destinado a chegar ao Ouro, e o árbitro intencionalmente o colocou de fora da corrida. Como a Suécia não protestou o suficiente, como, por exemplo, os britânicos no taekwondo, ninguém fez nada para corrigir o erro gravíssimo – e propositado – da arbitragem. Um marco de honra que o eleva a herói, por razões menos felizes, dos Jogos.

Menção honrosa: Usain Bolt (Jamaica) – 3 medalhas de ouro, 3 recordes do mundo, confirmação do melhor sprinter da actualidade, e cabeça de cartaz da fantástica Jamaica nos Jogos. Só não está nesta lista porque lhe falta alguma modéstia. O mundo sabe que és o melhor, não é necessário atirá-lo à cara dos teus colegas e concorrentes, Lightning Bolt. Má educação retira a ele um perfil de atleta olímpico completo.

Alguns mais a considerar: Walter Dix, sprinter norte-americano; Nelson Évora, ouro no triplo salto, português; Dana Torres, nadadora norte-americana, 44 anos, prata na natação.

Que venha a festa de encerramento, para celebrar estes fantásticos atletas e uns dos melhores Jogos de sempre! A festa continuará nas próximas semanas pela blogosfera..

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